Coimbra
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Coimbra é uma cidade onde o rio molda o olhar e as velhas pedras guardam séculos de memória. A alta, coroada pela Universidade, deixa ecoar passos antigos, enquanto as ruas estreitas descem em curvas suaves até ao Mondego, sempre atento, sempre presente.
Entre pátios escondidos, arcadas e escadórios, a vida faz-se de ritmos próprios — o rumor estudantil, os sinos que marcam o tempo, a luz que dança pelas fachadas medievais e pelos claustros tranquilos. Nos seus miradouros, a cidade abre-se em camadas de história e de habitação, como um caderno secreto.
Coimbra tem essa forma única de equilibrar o erudito e o quotidiano: a monumentalidade do saber, os jardins sombreados, as margens serenas onde o desenho encontra repouso. É essa síntese — entre tradição, paisagem e vida vivida — que procuro traduzir nos meus registos visuais, linha a linha, como quem acompanha a respiração antiga da cidade.
Coimbra tem essa forma única de equilibrar o erudito e o quotidiano: a monumentalidade do saber, os jardins sombreados, as margens serenas onde o desenho encontra repouso. É essa síntese — entre tradição, paisagem e vida vivida — que procuro traduzir nos meus registos visuais, linha a linha, como quem acompanha a respiração antiga da cidade.


